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Rainha do Submundo
Senhora dos Exércitos
Guardiã das Chamas Infernais
Matriz das Súcubos

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No livro da Gênese, o nome MahalatMahlat ou Mahlath, por vezes MaaletMaalate, ou similares, é apenas o de uma mulher comum, se é que se pode dizer isso dos primeiros humanos cuja origem é até mesmo suspeita de descender de anjos. Agrat, ou variações como Igrat ou mesmo Igrite, também é um nome próprio. Agrat bat Mahalat significa, literalmente, "Agrat filha de Mahalat".

Já nas tradições rabínicas, muito mais herméticas, há informações diferentes. Mahalat pode significar dançarina, e Agrat bat Mahalat o demônio que dança nos telhados, mas também a rainha dos demônios, cuja carruagem lidera 18 miríades (dezenas de milhares) de mensageiros ("anjos") da destruição. Ou seja, um exército de 180 mil criaturas aladas. Também é considerada a mestra, ou amante, da feitiçaria, que comunica segredos proibidos aos praticantes da arte oculta.

O Qliphoth, a "Árvore da Morte" na tradição cabalística, a depender da interpretação, concebe Agrat bat Mahalat e as demais "anjos da prostituição" Eisheth ZenunimNaamaah e Lilith, como forças vitais invertidas, que associadas a Samael, o "Veneno de Deus", geram toda uma hierarquia de entidades maléficas.

Mas apesar de quase uma dezena de fontes tradicionais hebraicas, assírias ou babilônicas se referir a alguma das Consortes de Samael, ainda assim as informações existentes são muito escassas, sujeitas a inúmeras interpretações e mesmo frequentemente contraditórias. A perpétua dúvida sobre a natureza espiritual ou física, ou ambas, das cosmovisões mesopotâmicas, anteriores até mesmo à questão a respeito do universo ser monista ou dualista, praticamente impede qualquer conclusão segura sobre que possíveis realidades estão ocultas sobre os véus do desconhecimento.

Uma coisa, porém, é certa. Tratam-se de forças muito superiores ao mero poder humano. E mesmo sendo forças femininas, originalmente geradoras da vida, quando invertidas, terminam servindo à morte, pois nada é mais mortífero que a reprodução desenfreada da vida.

Submetidas a alguma ordem hierárquica, mesmo que demoníaca, tais forças podem ser contidas, mas à solta, com poderes além da capacidade humana, as Quatro Anjos do Prazer se tornam as Quatro Demônias da Destruição, arautos da morte, Cavaleiras, ou Damas, do Apocalipse.

Guerra, Peste, Fome e Morte.

Agrat bat Mahalat é a senhora dos exércitos.

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"E o número dos exércitos dos quatro anjos era de duzentos milhões."
apocalipse 9:16

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Desde antes da história a humanidade combateu os demônios do submundo, numa guerra milenar que foi sendo vencida à medida que a existência dos inimigos foi ocultada, que o conhecimento a seu respeito foi sendo confundido e esquecido, impedindo os povos que vivem sob o Sol de invocá-los e adorá-los.

Quando sua derrota parecia consumada, as hostes do Hades subverteram a guerra, enviando não mais soldados demoníacos e ferozes para combater os guerreiros humanos, mas sensuais demônias para seduzí‑los e controlá-los, ou matá-los, contra as quais os mais bravos cavaleiros não erguiam suas espadas, e mesmo os santos tinham sua castidade violada.

Somente a formação de bravas damas guerreiras conseguiu restaurar a vitória que parecia perdida, neutralizando o último trunfo do subterrâneo, selando seu acesso à superfície e mergulhando sua história ainda mais nas sombras.

Mas o que pareceu uma vitória final pode ter sido apenas um recuo estratégico de entidades para as quais um século é como um ano, e seu retorno pode ter sido precipitado por um evento altamente improvável que viria a libertar criaturas que agora, com a humanidade ignorante de sua natureza, se tornam ainda mais perigosas, aproveitando a oportunidade para retomar pelas próprias mãos um mundo que um dia lhes foi prometido.


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